sexta-feira, 7 de março de 2008


Minhas mãos se rompem
Enquanto eu escrevo essas linhas
A caneta continua escrevendo
Enquanto minha lingua falha
Meras palavras rastejam
Mas minha alma é fogo intenso

Outrora - eu a desejei
Outrora - repetidas vezes
Do meu coração eu a baní
Mas estou queimando por dentro por sua chama

Essas palavras permanecem silenciosas
Minha boca não lhes dará vida
Então elas rastejam de volta para mim
Rasgando meu coração em tiras

Outrora - eu a desejei
Outrora - repetidas vezes
Mas eu não renunciaria essa dor
Porque é tudo o que me restou dela
Outrora - eu a desejei
Outrora - repetidas vezes

quinta-feira, 6 de março de 2008


Talvez eu seja apenas um ser humano
E talvez eu seja apenas uma desculpa aleijada
Talvez quando tudo for dito eu seja uma daquelas perguntas
Cujas respostas mostram a pobreza de se questionar enfim

E então você pode me refutar
E então você pode inerte me dar nomes tambem

União - foi força - foi estar na frente
Foi poder sobre vocês mesmos
Vocês mesmos - vocês mesmos

E então eu sou imparcial
Não um mentiroso - não corrupto ou vendido pelo poder cego
Não - eu tremo com o desejo de receber palavras verdadeiras
De conhecer uns aos outros em honesta verdade

Você precisa mesmo perguntar o que eu sinto?
Você precisa mesmo perguntar como eu sou?
Com tudo o que me guia - como eu vivo
Como eu me movo
Com tudo o que eu coloquei diante de você
Ontem e aquí e agora

Existe realmente tanto egoísmo no mundo?
Existe realmente tanta obsessão pessoal que o amor não conte mais?
Não é suficiente que todos estejam fora de sí e que ninguem entenda
Que as paredes da solidão são as apredes do egoísmo?

Posso eu perdoar?
Posso eu perdoa-lo agora - eu pergunto
Diga-me o que você quer de mim

Completamente só - eu quero estar completamente só
Ouvir nada - ver nada
Eu quero ser eu mesmo