Marco beijou o pequeno crucifixo pendurado em seu pescoço mais como
um ritual para dar sorte do que por fé. A fé ele deixava para os
fracos, esses sim precisavam dela. Ele não. Ele só precisava de
coragem, de uma boa pontaria e de sua calibre 12. Desde que entrara
para o Clube, já havia visto muitos caçadores morrerem enquanto
rezavam, desesperadamente, por suas vidas. Mas nunca havia visto, em
cinco longos anos, um vampiro que pudesse matar depois de ter uma
estaca cravada em seu coração. Deus não desceria do céu para combater
mortos-vivos, mas sua arma, especialmente preparada para disparar
estacas de madeira, já havia derrubado pelo menos uma dúzia deles.
Era nela que ele podia confiar, nela e em sí próprio.
Após conferir seu equipamento mais uma vez, Marco desceu da
pick-up e começou a caminhar em direção à velha capela. Os primeiros
raios de sol agora iluminavam a pedra escura das paredes. O mato
alto e o limo que se acumulava entre os blocos de pedra denunciavam a
idade do santuário, hoje usado como refúgio por um vampiro. O telhado
já havia quase todo caído e o que sobrara das grandes vigas de
madeira sobre a capela agora projetava uma sombra perturbadora sobre
o caminho da entrada.
O caçador se pôs diante da grande porta de carvalho e
novamente se viu sozinho, à frente de seu próprio destino sem nada
além de sua arma e o desejo de repetir tudo na manhã seguinte. Essa
era sua vida afinal, nada de se sentar atrás de uma mesa de
escritório e deixar a rotina e o tédio destruírem a sua juventude.
Não, ele não. Marco não seria só mais um no rebanho, preferia morrer
jovem à isso. Um dia de cada vez e cada um como se não houvesse
outro. Esse era o caminho que ele havia escolhido para si. Não pelo
tempo, mas pela espada. O fim digno de um caçador. Como era ensinado
a todos os membros do Clube. A maioria das pessoas faz o que quer, os
Caçadores fazem o que tem de ser feito. Marco fechou os olhos e
respirou fundo para reunir suas forças e empunhando firmemente sua
companheira repassou seu plano silenciosamente, torcendo para que
aquele fosse um bom dia.
um ritual para dar sorte do que por fé. A fé ele deixava para os
fracos, esses sim precisavam dela. Ele não. Ele só precisava de
coragem, de uma boa pontaria e de sua calibre 12. Desde que entrara
para o Clube, já havia visto muitos caçadores morrerem enquanto
rezavam, desesperadamente, por suas vidas. Mas nunca havia visto, em
cinco longos anos, um vampiro que pudesse matar depois de ter uma
estaca cravada em seu coração. Deus não desceria do céu para combater
mortos-vivos, mas sua arma, especialmente preparada para disparar
estacas de madeira, já havia derrubado pelo menos uma dúzia deles.
Era nela que ele podia confiar, nela e em sí próprio.
Após conferir seu equipamento mais uma vez, Marco desceu da
pick-up e começou a caminhar em direção à velha capela. Os primeiros
raios de sol agora iluminavam a pedra escura das paredes. O mato
alto e o limo que se acumulava entre os blocos de pedra denunciavam a
idade do santuário, hoje usado como refúgio por um vampiro. O telhado
já havia quase todo caído e o que sobrara das grandes vigas de
madeira sobre a capela agora projetava uma sombra perturbadora sobre
o caminho da entrada.
O caçador se pôs diante da grande porta de carvalho e
novamente se viu sozinho, à frente de seu próprio destino sem nada
além de sua arma e o desejo de repetir tudo na manhã seguinte. Essa
era sua vida afinal, nada de se sentar atrás de uma mesa de
escritório e deixar a rotina e o tédio destruírem a sua juventude.
Não, ele não. Marco não seria só mais um no rebanho, preferia morrer
jovem à isso. Um dia de cada vez e cada um como se não houvesse
outro. Esse era o caminho que ele havia escolhido para si. Não pelo
tempo, mas pela espada. O fim digno de um caçador. Como era ensinado
a todos os membros do Clube. A maioria das pessoas faz o que quer, os
Caçadores fazem o que tem de ser feito. Marco fechou os olhos e
respirou fundo para reunir suas forças e empunhando firmemente sua
companheira repassou seu plano silenciosamente, torcendo para que
aquele fosse um bom dia.

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