sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mefisto



Como loucos, alguns se enforcam numa árvore morta há anos
Alguns discutem, ao mesmo tempo
Pois ninguém quer ouvir
Variações do vazio
Grandes temas sobre a vanglória

E enquanto alguns enlouquecem em estranhas performances
Trajando fantasias que são metáforas
Da nossa doença
Olhos famintos procuram-me...

Rindo, eu os alimento
Com jogos insignificantes, truques e filosofias
Por cujas respostas você morreria
Na sua ânsia em crer

Espanta-me como isso funciona
E faz-me querer saber
Por quanto tempo isso foi meu
Pois isso agora me incendeia

Como se a ignorância fosse meu desejo secreto...
Sou um anjo vestido de vermelho
Sobrevoando você, deixando marcas das asas de fogo
Aprendi a voar
Não se lembra?
Enquanto você ainda não desceu
Da sua árvore morta há anos
Posso lhe ensinar maravilhas se você me der sua alma
Maravilhas e sonhos fantásticos podem ser seus
Posso lhe ensinar como aço vira ouro
E como a vida pode envelhecer tanto

Mas sou um mero demônio vestido de vermelho
E não espero que você compreenda... Mefisto

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Traga-me a vitória



Ainda resta algo
Algo de mim que possa ser salvo?
Minha vida é como um baile
Meu corpo, uma sepultura profunda

É o que tenho que fazer
Para me distanciar de você
Deixa um sofrimento por dentro
E minhas veias à mostra

Um homem virando criança
Está feliz com seus choros?
Com olhares repletos de medo
Perfuro a asa ao seu lado

Minha mente, uma completa ruína
O esmagamento da minha alma
É hora de abrir as asas
Para preencher esta esperança vazia

Isso já começou
A força que alimentou o sol sob a superfície
Conquistará tudo antes
E irá me trazer a vitória

Já os vi antes
No fundo do poço
E agora, erguendo-se corajosos
Já vi isso,
já fui isso.
E agora sou meu próprio homem.

Sem miséria
Olhe pra fora e veja
O que você está esperando?
Erga-se
Leventa-se do chão

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Morte Venha Pra Perto de Mim


Oh, morte venha pra perto de mim
Seja a única pra mim, seja a única que apoia
Meus rios estão congelados, e mal escolhidos...
E as sombras me rodeiam adoecendo meu coração

Oh, morte venha pra perto de mim
E permaneça (do meu lado)...ouça meu choro silencioso
Na tristeza eu estou escondido, na cruz eu estou pregado
E a dor me rodeia congelando meu mundo... Meu frio mundo

Na vida eu tenho falhado, por anos eu tenho lamentado
Congelado no tempo...deixado pra trás
O lamento da tristeza é tudo para encontrar...
O lamento da tristeza é tudo!

"Por trás da sombra da vida, a esperança perdida está de luto
Eu procuro a noite e espero encontrar um amor...
Então eu sufoco no silêncio de vida eternamente curta
As lágrimas enchem o vazio em meu coração perdido"

Abrace-me agora, encantadora tranqüilidade
Dê-me um maravilhoso mundo de paz!
Acalme o desesperado grito em meu coração

Morte venha pra perto de mim
Me salve deste vazio, frio mundo
Oh ,vida, você tem me matado
Então me poupe deste caldeirão de miséria

Derrame uma lágrima pela perda da inocência
Pelos espíritos abandonados que sofrem... em nós
Chore pelo coração que se entrega à dor,
Pela solidão desses deixados pra trás

Contemple a dor e a tristeza do mundo,
Sonhe com um lugar longe deste pesadelo
Nos dê amor e união sob o coração da noite
Oh, morte, venha pra perto de nós e nos dê vida.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Inferno



"um dos poemas que mais andam me ajudando nesse inferno que vivo a 7 meses"

Fico perdido quando você fecha a porta
insatisfeito por não ter uma resposta não
acostumado a viver só com você
compenetrado em fazer acontecer
talvez aquilo que me disse faz sentido
que o meu corpo ja não é mais seu abrigo
não tenho culpa por você não me querer
é uma desculpa pra tentar me convencer
que acabou, que acabou pra nós dois
Encontrei o inferno,ao descobrir o céu paguei o seu preço, seu destino é meu
O meu receio é sair do teu caminho
ser julgado e depois viver sozinho
meu egoismo não me faz te merecer
nos parte em dois e quando acaba faz sofrer
demais, faz sofrer demais