domingo, 28 de fevereiro de 2010

Eterno



Procissão continua, a gritaria acabou
Louvar para a glória dos amados que agora já foram
Conversando alto enquanto eles vão sentando ao redor de suas mesas,
Flores espalhadas lavadas pela chuva

De pé no portão ao pé do jardim
Vendo-os passar como nuvens no céu
Tentei gritar no calor do momento
Possuído por uma fúria que queima por dentro

Choro como uma criança embora estes anos me tornaram velho
Com crianças meu tempo é gasto tão desinteresseiramente.
Fardo para preservar,embora a comunhão interna deles
Aceitar como uma maldição um acordo azarado

Deitado pelo portão ao pé do jardim
Minha visão entende para fora da barreira do muro
Nenhum palavra poderia explicar,nenhuma ações determinar
Só assistindo as árvores e as folhas enquanto caem

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


Olhos amorosos, palavra desvastadora eu trago
Dor desafoga a si mesmo mais violentamente
A hora do adeus está próxima
Esperança, seu calor falhou
O faminto está aqui, abandonado
Efêmero, definhando, o frágil
Definhando, o frágil
Ele bebe profundamente na alma
Beba profundamente dentro da alma
Efêmero, definhando, o frágil
Ele bebe profundamente em minha alma
Bebe profundamente em minha alma
Bebe-me profundamente.